sexta-feira, 10 de abril de 2015

O CHAMADO VEIO



Na noite anterior ao domingo, dia 11/04, fui dormir muito chateado comigo mesmo. Um sentimento de fracasso e fraqueza pessoal invadiu o meu coração e mente, levando-me a pensar que talvez não merecia ser um missionário de tempo integral. Como desenvolvi um forte senso de determinação para se arrepender ao longo dos anos, fiz o mais correto - e o mais rápido que pude. Ajoelhei-me e pedi a Deus que me concedesse, por meio da expiação de Jesus Cristo, a chance de recomeçar a minha vida espiritual. Não poderia deixar que o inimigo tomasse conta de mim na véspera de um domingo especial, um domingo de muitas bençãos e revelações pessoais. Acordei pela manhã e vesti o meu melhor padrão para ir a capela. Havia uma enorme expectativa em meu coração de que poderia receber o chamado neste dia - todas as evidencias provavam isso - e de fato aconteceu. Antes do início da reunião sacramental, pude ver o Bispo da ala II entregando um envelope bem lacrado ao meu Bispo, o meu chamado missionário! Logo após a confirmação de Gabriela Amorim (uma grande amiga, que tive o privilégio de levar para a igreja e batizá-la) e da ordenança a favor de um filho de um irmão da Ala, o Bispo me surpreendeu me dando a oportunidade de abrir o meu chamado em plena sacramental! Eu sabia que receberia-o, mas não imaginava que seria durante a reunião mais importante da igreja! Levantei e tentei abrir o envelope, mas o nervosismo impediu. Passei-o para o meu amado Bispo, que entregou-me aberto para que eu pudesse ler o meu destino.

"Você servirá na Missão Brasil Porto Alegre Norte". Nossa! Eu imaginei que iria para todas as missões do Brasil - quase todas - mas nunca passou pela minha cabeça de que serviria em PoA Norte. O acontecimento reforçou em mim duas idéias, embora de naturezas opostas: 1) O Chamado missionário realmente é feito por inspiração, não tenho a menor dúvida com respeito a isso. 2) Você vai para onde nunca imaginou ir, exceto se receber uma revelação por meio do Espírito antes.

Ali, em frente a minha humilde Ala, que não registrava nem 60 membros no exato momento, pude dar o pontapé inicial para o meu primeiro grande sonho. Desde a minha infância que ansiava por ler aquelas palavras escritas por um servo inspirado do Senhor, o único que recebe revelações constantes a respeito da salvação humana nos dias de hoje. Notei que no momento em que lia as primeiras frases do meu chamado, não tinha plena noção do que estava acontecendo. A ficha realmente caiu quando sentei novamente no banco. Ali eu pude fazer uma reflexão mais profunda sobre a natureza daquele acontecimento, e pude desfrutar de umas das maiores reuniões sacramentais que já participei. Era reunião de testemunhos, e todos os membros que iam ao púlpito faziam questão de mencionar-me, geralmente parabenizando-me. Mas outros foram anormais, como o da Irmã Zenilda, que "relembrou" ao próprio filho e o meu estimado amigo Gerônimo, que ainda espera que ele faça uma missão; ou o testemunho da irmã Jacilene, que me felicitou, embora em meio às lagrimas por não ter o seu filho Wesley (também meu amigo) na igreja - ele atualmente está envolvido com drogas. Confesso que me senti um pouco desconfortável pelas constantes menções, pois um testemunho deve se basear primordialmente em Jesus Cristo e nos acontecimentos da restauração, mas não deixei de me sentir honrado e também com uma enorme responsabilidade nas costas. A responsabilidade de ter que fazer uma honrosa missão e também de resgatar os meus amigos que estão perdidos, dentro ou fora da igreja. Desafio aceito.

MISSÃO DE CURTO PRAZO

Eu já tinha um enorme desejo de servir em uma missão de curto prazo, porém o meu Bispo não "deixou", incentivando-me a continuar trabalhando na secretaria da Ala, visto a necessidade de se chamar pessoas para trabalhar por aqui. Porém, recebi outra ligação, desta vez do assistente de missão, que me estendeu o convite outra vez. Fiquei muito pensativo e alimentando um enorme desejo de topar o chamado, embora tivesse que conversar com o Bispo antes à respeito. Decidi orar ao Pai para saber se era de seu agrado que eu deixasse a minha querida Ala e fosse servir por 1 mês na missão local. A Sua resposta foi positiva; e a partir daí as coisas começaram a fluir de um modo positivo. As últimas pendências que me seguravam aqui foram resolvidas, e até meu Bispo aceitou que eu fosse. Enfim, me apresento na próxima terça-feira (26/05) e iniciarei a minha missão de tempo integral - pois voltarei apenas 4 dias antes de embarcar para o CTM. 


Um comentário:

  1. Amém! Sei que será um grande missionário e estou ansioso para acompanhar a sua jornada!

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