Semana 1 - Missão Brasil Salvador
Minha primeira semana no campo missionário foi de muitas adaptações. Posso dizer que mudei da água pro vinho; literalmente. Há duas semanas atrás a minha rotina era constituída basicamente em dormir até meio-dia, acordar, almoçar e voltar a dormir de novo - raras as vezes fazia alguma outra coisa. Hoje eu acordo às 6h30, estudo as escrituras às 8h e com o companheiro às 9h. Saio para o proselitismo e só retorno para casa às 21h. Aprendi que o tempo na missão é sagrado, por isso tudo é cuidadosamente planejado, de modo que não desperdicemos este recurso sagrado que Jesus Cristo nos deu. Certa vez um Setenta moderno afirmou que quando mudamos, imediatamente recebemos bençãos. E isso é verdade. Eu posso perceber a mão do Senhor durante todo o dia e me tornei uma pessoa bem melhor, mais caridosa e atenciosa com as necessidades de todos a minha volta. Atualmente sirvo em um Ramo. Os membros gostam bastante dos missionários, apesar de não passar tantas referências. O dia-a-dia de um missionário não é fácil - como eu achava que fosse. Mas todas as dificuldades se tornam pequenas quando um pesquisador diz que orou e soube por meio do Espírito que o Livro de Mórmon é verdadeiro. É como se fosse uma injeção de ânimo para nós. Andar pelas ruas assumiu um significado muito especial para mim. Ver as pessoas da área do qual fui designado a servir me remete a uma responsabilidade imensa. Saber que a salvação eterna dessas pessoas passa pela minha mão me faz empregar todos os esforços nesta causa nobre.
Gosto muito do meu companheiro. Ele me ensina por exemplo e atitudes. Algumas vezes durante a semana fiquei desanimado e até "trunky" - expressão usada para dizer que o Élder está com saudades - mas ele sempre foi atencioso e amoroso comigo. Até agora não brigamos, não tem como se desentender com uma pessoa assim. Apenas olhar para o seu semblante me faz lembrar que a caridade é o puro amor de Cristo, e me faz querer todos os dias possuir esse dom maravilhoso. Na missão trabalhamos com indicadores-chaves. Procuramos nos concentrar nesses indicadores para alcançar as nossas metas semanais e mensais. Nos esforçamos durante a semana e conseguimos alguns progressos. Temos duas pesquisadoras que já receberam um testemunho do evangelho - sendo uma com data de batismo marcado. Entretanto o nosso trabalho só termina quando estes se batizam, recebem o Espírito Santo e estão totalmente entrosados no Ramo.
Sou muito grato ao Senhor por essa experiência magnífica. Trabalhar na maior causa da humanidade é digno de orgulho - mas de muita responsabilidade. Aprendi na missão que o Senhor não requer a nossa perfeição - afinal, não podemos ser perfeitos sem a ajuda dele, por meio da graça - mas ele quer o nosso esforço. E esforço é o que temos de sobra no campo.

Tenho orgulho de meu irmão. Sei que é um excelente missionário
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